FOODTECH: HAMBÚRGUER DE PLANTA QUE PARECE CARNE CHEGA NO BRASIL

Tainá Freitas — StartSe – 13/04/2019

Você já ouviu o termo “foodtech”? Se ainda não, eu te adianto: esse nome será muito falado em breve. Ele descreve o mercado de tecnologia na alimentação e denomina as startups deste segmento em ascensão. Apenas a Impossible Foods, Beyond Meat, NotCo e FinlessFood – que você conhecerá a seguir – já levantaram, ao todo, mais de 543 milhões de dólares em investimentos.
Essas startups são estrangeiras, mas o mercado está em pleno desenvolvimento no Brasil. Essa diferença acontece porque, nos Estados Unidos, ele já existe há algum tempo, protagonizado principalmente pela Impossible Foods e Beyond Meat. Elas entregam produtos inimagináveis há 10 anos – seja pela falta de demanda ou da tecnologia. Elas criam hambúrgueres de plantas, mas prometem que eles possuem cheiro, gosto, textura e até o “sangue” da carne (mas feito de beterraba). O sucesso é tamanho que até uma das maiores redes de fast food do mundo, o Burguer King, está adicionando os hambúrgueres no cardápio.

Agora, uma foodtech brasileira está trazendo essa novidade para o Brasil. Criada por Marcos Leta, fundador do suco “Do Bem”, a Fazenda Futuro criou o “Futuro Burger”, a versão tupiniquim dos hambúrgueres de planta, mas que parecem carne. Ele é feito de proteína de ervilha, proteína isolada de soja e de grão-de-bico, também contando com a beterraba para colorir e trazer a aparência de carne. E a Fazenda Futuro não está sozinha. A NotCo, startup chilena que chegou há pouco no Brasil, já está planejando o seu próprio hambúrguer. Nas prateleiras do Brasil, ela possui uma maionese sem ingredientes de origem animal e cuja receita foi criada por inteligência artificial.
Em todas as propagandas, os hambúrgueres de plantas são destacados por não possuírem nenhum tipo de proteína animal e serem saudáveis. No caso do Futuro Burger, a promessa é de que o valor nutricional seja próximo aos hambúrgueres convencionais (inclusive as proteínas), mas com menos gordura. A inteligência artificial foi um ingrediente indispensável tanto no Futuro Burger quanto na receita da maionese (e de todos os outros produtos) da NotCo. Isso é possível apenas com o avanço da tecnologia, que permite a criação de um produto semelhante a carne, mas mais saudável e com menor impacto ambiental.

Para um mundo em pleno crescimento populacional e com alto índice de obesidade, esse parece ser um fator decisivo para a alimentação do futuro – e é por isso que este é apenas o começo da revolução das foodtechs. E é claro que o mercado de foodtech não é apenas para quem gosta de hambúrguer ou maionese. A startup do Vale do Silício Finless Food, por exemplo, está desenvolvendo carne de peixes em laboratório usando bioquímica – e há tanta crença e espaço neste mercado que a startup levantou 3,5 milhões de dólares de investimentos no ano passado.
E aí, você acredita no mercado de foodtech? Gostaria de provar um hambúrguer de plantas, mas que parece de carne?