Menos ensino, mais aprendizagem

O historiador inglês Anthony Seldon, professor da Universidade de Buckingham, afirmou que até 2027 os robôs vão substituir os professores em sala de aula.

Está claro que o modelo educacional atual, praticamente o mesmo desde o século XIX, sofrerá grandes transformações. Mas qual será realmente o futuro da educação?

A resposta para essa pergunta vai definir nosso futuro profissional (sim, a re-aprendizagem será cada vez mais importante) e a maneira como educamos nossos filhos, por exemplo.

Segundo a OCDE, quase dois terços das crianças matriculadas no ensino fundamental de hoje trabalharão em carreiras e ocupações que ainda não existem. A estimativa é que 35 por cento das habilidades mais demandadas atualmente se alterem em menos de 24 meses, quando 7,1 milhões de empregos deverão desaparecer.

Por isso a busca pela “educação do futuro” é tão importante e desperta tanta atenção. No Brasil, cerca de 12 por cento das startups têm seus negócios ligados, de alguma maneira, à área da educação.

As maiores empresas do mundo, como Google e Apple, não exigem mais formação universitária dos seus funcionários. Elas já contratam mais por habilidades do que por diplomas.

Elon Musk, um dos grandes nomes do empreendedorismo mundial, criou sua própria escola para educar seus filhos, por não acreditar mais no modelo atual de ensino, mas no ensino baseado em habilidades.

Ninguém sabe ao certo qual será o futuro da educação, mas todos concordam que o modelo atual não funciona mais.

As crianças e adolescentes de hoje nascem com o “DNA digital” e recebem muito mais estímulos fora do que dentro da escola. Qual será o papel do professor na era da Educação 3.0?

Esse talvez seja um dos grandes desafios do nosso tempo!

Junior Borneli — Fundador da StartSe